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As vozes. Uma cadeira.

início

Psicanálise

19 peças na pauta.

  1. 01 Agosto, o desamparo e a tentação de fingir que tudo vai bem Freud chamou de Hilflosigkeit o estado original de quem nasce sem recursos para sobreviver sozinho. Esse estado não desaparece na vida adulta, só muda de roupagem. Agosto é a estação em que ele aparece sem pedir licença.
  2. 02 O pai que a psicanálise conhece não está no cartão Na véspera do Dia dos Pais, vale perguntar: o que se comemora, afinal? A psicanálise distingue o pai real, aquele que decepcionou ou faltou, da função paterna, que opera bem antes e além de qualquer laço de sangue.
  3. 03 O que a volta das férias revela sobre o desejo Quando o recesso termina, não é só a agenda que retorna. É o gozo, a repetição, o mal-estar que a pausa deixou em suspensão temporária, e que agora bate à porta.
  4. 04 O silêncio na sessão: quando a pausa fala mais que a palavra Analista jovem acha que silêncio é vazio a preencher. Analista com estrada sabe: é ali que mora o material mais denso da sessão.
  5. 05 Ser número numa multidão de oito bilhões No Dia Mundial da População, o que Freud escreveu sobre massas ajuda a pensar a angústia de ser estatística, não sujeito.
  6. 06 O que o Dia dos Namorados não consegue nomear Toda festa do amor chega carregando uma pergunta que ninguém faz em voz alta: o que é, afinal, esse negócio que chamamos de amar? A psicanálise não tem resposta tranquilizadora, mas tem uma muito mais honesta.
  7. 07 Reforma psiquiátrica e psicanálise: o que ainda não foi dito A Luta Antimanicomial, em 18 de maio, pede que revisitemos o que a psicanálise tem a oferecer, e o que ainda deve aprender, sobre cuidado em liberdade no Brasil.
  8. 08 A função materna e o que acontece quando ela falta ou excede Na véspera do Dia das Mães, a psicanálise propõe uma pergunta mais precisa do que a celebração: o que é, funcionalmente, a presença materna, e o que ela deixa no sujeito quando vai longe demais em qualquer direção.
  9. 09 O Outro que funda: alteridade e constituição do sujeito Por que a psicanálise insiste que o sujeito não nasce pronto? O conceito de Outro, com O maiúsculo, e o que ele tem a dizer sobre quem somos antes de sermos nós.
  10. 10 Trabalho, pulsão e o mal-estar que ninguém nomeia O Abril Verde fala de acidentes e segurança no trabalho. A psicanálise faz outra pergunta: o que o trabalho faz com o sujeito quando o exige demais e o reconhece de menos?
  11. 11 Identificação e Páscoa: quem você é quando imita os outros A identificação é um dos conceitos mais densos da psicanálise. E o período pós-pascal, com seu apelo à renovação e recomeço, é momento propício para interrogá-lo.
  12. 12 Transferência: o que acontece quando o paciente começa a sentir algo O outono começa, o trabalho analítico aprofunda. A transferência não é complicação nem problema técnico, é o motor da análise, e merece ser lida com cuidado.
  13. 13 O que a insônia quer: sono, angústia e o sujeito que não para Próximo ao Dia Mundial do Sono, vale perguntar o que a psicanálise tem a dizer sobre a mente que se recusa a descansar, e o que isso revela do sujeito contemporâneo.
  14. 14 A melancolia da Quarta de Cinzas A ressaca emocional pós-Carnaval não é frescura nem fraqueza. Para a psicanálise, ela tem estrutura, e o luto é um conceito que ajuda a entendê-la.
  15. 15 Sintoma como mensagem: o que o corpo diz no auge da folia Crises de pânico em bloco, somatizações antes da viagem, bloqueio no meio da festa. O sintoma psicanalítico não interrompe o gozo por acidente.
  16. 16 O gozo que a folia não esgota Carnaval está chegando. A psicanálise pergunta: por que a festa que promete tudo deixa tantos com uma sensação de vazio logo depois?
  17. 17 Encerrar o ano: nota lacaniana sobre o fim Janeiro está terminando. Trinta e um dias de pauta. Nota breve sobre o fim como categoria.
  18. 18 Vinte anos de Lacan no Brasil: dois balanços O Lacan brasileiro de 2026 é diferente do de 2006. Notas de balanço de dois períodos.
  19. 19 Lacan, o desejo, e o início do ano O desejo não atende ao calendário. Mas o calendário fala sobre o desejo. Nota lacaniana sobre janeiro.